A arte do jazz nas lentes de Jean Pierre Leloir

15/02/2019 | 16:01

Por Emerson Lopes*

 

A arte de fotografar músicos de jazz tem três representantes indiscutíveis: William Gottlieb. Herman Leonard e Francis Wolff. Eles personificaram toda a mística que existe em torno de um músico de jazz. Durante as décadas de 1940 e 1960, suas fotos “tocavam” a alma dos fãs dos maiores nomes da história do jazz.

Do outro lado do Atlântico, mais especificamente em Paris, na França, um outro mestre das lentes imortalizou nomes como Miles Davis, Quincy Jones, Sarah Vaughan, Billie Holiday, John Coltrane, Duke Ellington, Chet Baker, Thelonious Monk, Nina Simone, Louis Armstrong e Dexter Gordon. Jean Pierre Leloir aproveitou o constante intercâmbio de músicos americanos na Europa durante as décadas de 1950 e 1970 para registrar no palco e na intimidade esses e outros ícones do jazz.

Parte deste acervo foi selecionado e lançado no livro Jazz Images (foto acima), lançado apenas no mercado europeu, em 2017. As fotos foram selecionadas pelo espanhol Gerardo Cañellas e pelo fotógrafo argentino Jordi Soley, que tiveram acesso aos arquivos de Leloir em Paris. Segundo os curadores do livro, a escolha das fotos foi um grande desafio diante do número incontável de fotos e registros históricos. Para conseguir selecionar as fotos para o livro, cerca de 150, eles deram preferência para registros mais íntimos e menos de shows ou gravações.

Com isso, é possível ver Quincy Jones e Sarah Vaughan (foto acima), em 1958, no apartamento de Jones, em Paris, ouvindo música em um rádio da época, ou ver Miles Davis descansando na piscina de um hotel, sem camisa e completamente relaxado, ou encontrar Count Basie desembarcando no aeroporto de Nice, na França, para participar do festival de jazz de Antibes, em 1961.

Após ver o livro, Quincy Jones explicou como Leloir conquistou o respeito, a admiração e a amizade de vários músicos de jazz. “Leloir tinha um talento único para preservar toda a atmosfera e emoções do momento. Ele nunca se comportava como um paparazzi, mas como um amigo”. Outro destaque do livro é uma fotografia do saxofonista John Coltrane sorrindo. Segundo Soley, é raro encontrar uma foto de Coltrane descontraído desta maneira.


Da esq. para a dir, e de cima para baixo: Louis Armstrong, Don Cherry, Billie Holiday, Dexter Gordon, Ray Charles, Chet Baker e Dick Twardzik, Herbie Hancock, John Coltrane, Nina Simone e sua filha Lisa, Sarah Vaughan, Roland Kirk e Ornett Coleman.

As fotos de Jean Pierre Leloir também foram usadas na Europa para estampar reedições de discos clássicos de jazz, entre eles Kind Of Blue, de Miles Davis, Moanin, de Art Blakey, Lady In Satin, de Billie Holiday, Giant Steps, de John Coltrane, Portrait In Jazz, de Bill Evans, e Affinity, de Oscar Peterson. Veja o vídeo abaixo com as capas desta coleção assinada por Leloir.

 

*Emerson Lopes    é jornalista, autor do livro     Jazz ao seu alcance, da editora Multifoco, e apresentador do podcast     Jazzy.     Saiba mais sobre o livro     aqui. Ouça o podcast    aqui

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Por Emerson Lopes*

 

A arte de fotografar músicos de jazz tem três representantes indiscutíveis: William Gottlieb. Herman Leonard e Francis Wolff. Eles personificaram toda a mística que existe em torno de um músico de jazz. Durante as décadas de 1940 e 1960, suas fotos “tocavam” a alma dos fãs dos maiores nomes da história do jazz.

Do outro lado do Atlântico, mais especificamente em Paris, na França, um outro mestre das lentes imortalizou nomes como Miles Davis, Quincy Jones, Sarah Vaughan, Billie Holiday, John Coltrane, Duke Ellington, Chet Baker, Thelonious Monk, Nina Simone, Louis Armstrong e Dexter Gordon. Jean Pierre Leloir aproveitou o constante intercâmbio de músicos americanos na Europa durante as décadas de 1950 e 1970 para registrar no palco e na intimidade esses e outros ícones do jazz.

Parte deste acervo foi selecionado e lançado no livro Jazz Images (foto acima), lançado apenas no mercado europeu, em 2017. As fotos foram selecionadas pelo espanhol Gerardo Cañellas e pelo fotógrafo argentino Jordi Soley, que tiveram acesso aos arquivos de Leloir em Paris. Segundo os curadores do livro, a escolha das fotos foi um grande desafio diante do número incontável de fotos e registros históricos. Para conseguir selecionar as fotos para o livro, cerca de 150, eles deram preferência para registros mais íntimos e menos de shows ou gravações.

Com isso, é possível ver Quincy Jones e Sarah Vaughan (foto acima), em 1958, no apartamento de Jones, em Paris, ouvindo música em um rádio da época, ou ver Miles Davis descansando na piscina de um hotel, sem camisa e completamente relaxado, ou encontrar Count Basie desembarcando no aeroporto de Nice, na França, para participar do festival de jazz de Antibes, em 1961.

Após ver o livro, Quincy Jones explicou como Leloir conquistou o respeito, a admiração e a amizade de vários músicos de jazz. “Leloir tinha um talento único para preservar toda a atmosfera e emoções do momento. Ele nunca se comportava como um paparazzi, mas como um amigo”. Outro destaque do livro é uma fotografia do saxofonista John Coltrane sorrindo. Segundo Soley, é raro encontrar uma foto de Coltrane descontraído desta maneira.


Da esq. para a dir, e de cima para baixo: Louis Armstrong, Don Cherry, Billie Holiday, Dexter Gordon, Ray Charles, Chet Baker e Dick Twardzik, Herbie Hancock, John Coltrane, Nina Simone e sua filha Lisa, Sarah Vaughan, Roland Kirk e Ornett Coleman.

As fotos de Jean Pierre Leloir também foram usadas na Europa para estampar reedições de discos clássicos de jazz, entre eles Kind Of Blue, de Miles Davis, Moanin, de Art Blakey, Lady In Satin, de Billie Holiday, Giant Steps, de John Coltrane, Portrait In Jazz, de Bill Evans, e Affinity, de Oscar Peterson. Veja o vídeo abaixo com as capas desta coleção assinada por Leloir.

 

*Emerson Lopes    é jornalista, autor do livro     Jazz ao seu alcance, da editora Multifoco, e apresentador do podcast     Jazzy.     Saiba mais sobre o livro     aqui. Ouça o podcast    aqui

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