Hoje é dia de rock, bebê

Hoje é dia de rock, bebê

O Dia Internacional do Jazz é comemorado em 30 de abril. A data foi criada pela UNESCO, agência especializada das Nações Unidas (ONU), em 2011, com o objetivo de mostrar a importância desta música na integração de diferentes culturas e na luta pela liberdade dos negros nos Estados Unidos.

Assim como o jazz, o rock também tem uma data especial, 13 de julho. Foi neste dia que aconteceu o show Live Aid, em 1985, em dois locais simultaneamente: Londres (estádio de Wembley), na Inglaterra, e Filadélfia (estádio JFK), nos Estados Unidos. O concerto arrecadou dinheiro para ajudar a Etiópia, país africano atingido duramente pela fome e pela miséria. Por mais de 10h de duração, passaram pelos dois palcos nomes como Led Zeppelin, Queen, U2, Phil Collins, Paul McCartney, Madonna e The Who.

Apesar de serem musicalmente diferentes, muitos afirmam que a atitude rock and roll também pode ser encontrada no jazz. Miles Davis, John Coltrane, Herbie Hancock, Charlie Parker, Nina Simone, Chet Baker, Pharoah Sanders, Anita O’Day, Joh Zorn e Keith Jarrett são alguns desses destemidos jazzistas que marcaram seus nomes com discos e apresentações memoráveis.

No decorrer da história do jazz, mais especificamente no início da década de 1970, jazz e rock se encontram com o aparecimento do fusion jazz. Grupos como Weather Report, John McLaughlin & The Mahavishnu Orchestra e Return to Forever foram a personificação deste movimento, que contou também com Miles Davis, Pat Metheny e Herbie Hancock. Nessa mesma época, o rock também ampliava o seu repertório com o protagonismo do rock progressivo, que teve Pink Floyd, Genesis, Yes, King Crimson e Emerson, Lake and Palmer. Uma das características deste novo rock é exatamente a parte instrumental, que tem nos sintetizadores seu grande destaque.

Beatles, Cole Porter e Sting

A fusão rock e jazz pode ser encontrada em diversos discos perdidos por aí. O grupo mais regravado por jazzistas são os Beatles. Além de estarem entre nós desde o início da década de 1960, o quarteto de Liverpool tem clássicos como “Yesterday”, “Help”, “Something”, “Blackbird” e “All We Need is Love”. Entre os jazzistas que gravaram discos apenas com canções dos Beatles estão o pianista Count Basie e sua orquestra e a cantora Sarah Vaughan. Também vale a pena conhecer a coletânea The Blue Note Plays The Beatles, com interpretações de Lee Morgan, Stanley Turrentine, Stanley Jordan e Grant Green. Outro álbum com canções de Lennon e McCartney é (I Got No Kick Against) Modern Jazz, que traz músicos como Chick Corea, George Benson, McCoy Tyner, Spyro Gyra e Chick Corea.

Carreira solo do cantor Sting tem forte influência do jazz

Da mesma série Blue Note Plays, você encontra jazzistas interpretando canções do cantor Sting. O ex-vocalista do The Police sempre flertou com o jazz, em especial em sua carreira solo. Sting chegou a gravar com o arranjador Gil Evans e tem participações frequentes de músicos de jazz em seus discos, entre eles o baixista Christian McBride, o trompetista Chris Botti, o pianista Kenny Kirkland e o saxofonista Branford Marsalis.

Os grandes compositores das décadas de 30, 40 e 50, entre eles Cole Porter e George Gershwin, são frequentemente gravados por artistas pops. Apesar de não serem composições de jazz, essas canções, conhecidas como standards, são muito populares entre os cantores de jazz como Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Harry Connick Jr. No rock, o projeto mais interessante é o disco Red, Hot + Blue, de 1991. O álbum traz apenas composições de Cole Porter nas vozes de Neneh Cherry, U2, David Bryne, Fine Young Cannibals, Iggy Pop, Tom Waits e Annie Lennox.

Tudo misturado

Quem também arriscou misturar jazz com rock foi o cantor Paul Anka, em 2005, com o disco Rock Swings. A proposta foi simples. Arranjar grandes temas do rock para serem executadas por uma big band. Entre os temas escolhidos estão músicas de Bon Jovi, Spandau Ballet, Van Halen, The Cure e Nirvana. Na mesma pegada, há o melancólico disco Holding Back the Years, do saudoso Jimmy Scott. Com sua voz única, o pequeno Scott recria temas originalmente gravados por Simply Red, Bryan Ferry, Prince, Elton John e John Lennon.

Para termina, não podemos deixar de citar dois álbuns que sintetizam como poucos essa fusão. O primeiro é o disco These Are The Vistas, do trio The Bad Plus, no qual regravam “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, e “Heart Of Glass”, do Blondie. Além dos covers, a pegada do trio (piano, baixo, bateria) é sempre ousada e com uma atitude rock and roll.

Pianista recria temas de Sade, Prince, Nirvana e Eagles

O segundo é The New Standard, do pianista Herbie Hancock, que escalou nomes como John Scofield, Michael Brecker, Dave Holland e Jack Dejohnette para acompanhá-lo. No cardápio estão temas como “New York Minute” (Eagles), “All Apologies” (Nirvana), “Mercy Street” (Peter Gabriel) e “Thieves in the Temple” (Prince).

Trash metal x jazz

O guitarrista da banda Testament, Alex Skolnik, tem um trabalho paralelo com o seu trio, no qual recria temas de rock para o formato de jazz fusion. É interessante ver um músico originalmente nascido no rock pesado neste contexto. Entre as canções já registradas por Skolnik estão “Dream On” (Aerosmith), “Goodbye to Romance” (Ozzy Osbourne), “Pinball Wizard” (The Who) e “Detroit Rock City” (Kiss), “Highway Star” (Deep Purple) e “Tom Sawyer” (Rush).

 

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